O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AGORA? – CRÔNICAS POÉTICAS #12

O que você está fazendo agora? E por que está fazendo isso? Viver ganhou uma padronização tão parnasiana que mal sabemos o porquê de andarmos para frente, quando o real objetivo está ao lado. Quantas são as nossas falas que somente ficam no patamar de palavras expulsas da garganta. Quais são as nossas ideologias? Será…

O POLICIAL E O PROFESSOR – POESIA CRÔNICA #3

Era domingo à noite O professor, já cansado, Por saber que o amanhã Chegaria no hoje   Foi abordado numa blitz Seu semblante triste Indicava o cansaço Deveria medir cada passo Para sair dali rápido   “Sai do carro, vagabundo” Gritou o policial mal encarado Com a arma em punho E o professor, por dentro,…

O HOMEM QUE NÃO QUERIA SER FELIZ – CONTOS CRÔNICOS #7

  – Perdido, acho que está tudo perdido. – Calma, rapaz, não é pra tanto, todos temos dias ruins. – Mas não são dias – Um rapaz magro batia a cabeça na janela mostrando não ter muito o que fazer. –, são semanas, meses, na verdade, hoje completa um ano, ironicamente hoje. – Ela pode…

A CHAMA ME CHAMA – CONTOS CRÔNICOS #6

Era segunda, às vezes parece que todos os dias são segundas, mas não são. Depois que ela se foi, havia uma paz perturbadora, digo, paz não, silêncio, um silêncio perturbador e retumbante em todas as coisas que via. Nem sempre morreremos ao lado do nosso grande amor, os enredos de filmes de romance são falasiosos e…

POR QUE EXISTE O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES? – CONTOS CRÔNICOS #5

Uma vendedora de geladinho entrou numa lanchonete famosa por só colocar três rodelas de picles e ofereceu seus produtos aos funcionários que ali estavam descansando o horário de almoço. Só havia um cliente, um jovem com caderno aberto e fone de ouvido. Ele parecia escrever algo interessante, pois só parava o contato da caneta com…

ALIENS – POESIA CRÔNICA #1

Saudações, terráqueos Chegamos! Éramos esperados? Veneram-nos Cheiram-nos Olham-nos como deuses Mal sabem eles Que não viemos para paz   Estávamos adormecidos Procurando um local perdido E finalmente encontramos Espero que nossa presença seja bem-vinda Não achem que somos crianças Brincando numa fazenda de formigas   Trouxemos brinquedos que brilham Que reluzem E ainda refletem Sabemos…