E SE UM BOLSOMINION ANALISASSE OS FILMES DO OSCAR 2018? – CRÔNICAS POÉTICAS #10

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O Oscar será nesse final de semana e diversos veículos da mídia especializada já fizeram suas análises sobre favoritos, temáticas, importâncias e outras coisas que servem para impressionar quando você se vê de mãos atadas numa festa em que toca Gang Of Four, na TV passa Amelie Poulain e todos se vestem com camisas listradas. Porém, acho que essas análises tem um ponto de vista muito similar, faltando ao debate a visão de algum Bolsominion (ou fanzetes de Bolsonaro [ou pessoas que faltaram as aulas de história {ou enfermos com a síndrome da “Dona Florinda”}]) para que possamos parar na frente da TV com maior embasamento e ficar até as três da manhã com o intuito de saber quem levará a estatueta dourada. #sqn

Aí vai como seria um Bolsominion analisando os filmes que concorrem na categoria melhor filme do Oscar 2018

 

Me Chame Pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino

– A homossexualidade é um mal, esse garoto aí apanhou pouco, por isso ficou assim, e o pai dele também, cadê o avô pra dar uma surra nos dois e resolver esse problema. Filme que estimula essa pederastia não tem que ganhar Oscar nenhum. E ninguém vai me chamar pelo meu nome porque eu não quero meu nome na boca de viado nenhum, tão entendendo?

O destino de uma nação, de Joe Wright 

– Política se resolve assim, é bomba mesmo, num tem isso, tem gente badernando, fazendo o que não deve fazer é bomba. Se naquelas reuniões alguém tivesse armado, aquilo não ia durar tanto. Gostei, acho só que faltou mostrar os soldados fazendo flexão de pescoço na guerra, grande modalidade.

Três anúncios para um Crime, de Martin McDonagh

– E vai ter alguém pra dizer que mulher não tem direitos iguais aos dos homens. A mulher chutou saco, furou dedo, é tão violenta quanto os homens e depois quer pagar de coitadinha. E a filha dela só foi estuprada porque não estava com a roupa decente, e o que é que ela tava fazendo sozinha naquele lugar e naquela hora? Se ela não queria ser estuprada que ficasse em casa.

Lady Bird: A Hora de Voar, de Greta Gerwig 

– Não entendi nada, é absorvente pra lá, menstruação pra cá, lágrima, vestido, não faz nenhum sentido. O filme não fala de nada, você não vê nenhuma ação, só desrespeito aos mais velhos. Aquela menina precisava de uma boa surra. Ahhhh, tem droga, e esse negócio de droga precisa acabar, é o mal da humanidade. Se é minha filha e eu pego com droga, nem sei o que ia fazer.

A forma da água, de Guliermo Del Toro

– Até bicho quer se relacionar com gente? Já não bastam os viados? Agora vão achar também que tem que ter uma Parada do Orgulho do Monstro do Mar. Que a gente vai ter que respeitar a união entre monstros e seres humanos. Vão até criar a Monstronofobia, pra dizer que eu sou Monstronofóbico. E se ser contra essa promiscuidade é ser monstronofóbico, então eu sou!

Corra!, de Jordan Peele

– Filme de minoria não deveria nem existir. Fica todo mundo aí se fazendo de vítima e não pega uma enxada na mão pra trabalhar. Esse rapaz foi obrigado a ir na casa da moça? Não foi, então não me venha dizer que ele não tem culpa. E ninguém fala da importância da polícia, se não fosse a polícia nada tinha sido resolvido, temos que valorizar nossas forças armadas.

Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson

– Homem que faz roupa? Isso lá é profissão? Com um monte de roupa já feita no Shopping, tem alguém que precisa ficar fazendo? Daqui a pouco vão dizer que ficar em pé em frente a um quadro falando com crianças é profissão também. E se fosse pra considerar esse negócio de fazer roupa em um trabalho, tinha que ser trabalho de mulher que já sabe costurar. Isso num é coisa de homem não.

Dunkirk, de Christopher Nolan

– Guerra se resolve ficando e lutando, covardia da porra desses soldados, cadê o patriotismo? Nunca vi uniformizado fugindo da briga. E aquele casal gay? Chorando por que o outro morreu, o que é isso? Gays em filme de guerra? Onde é que vamos chegar! Da próxima vez eu quero guerra de verdade, não esse corre pra lá, corre pra cá!

The Post: A Guerra Secreta, de Steven Spielberg

– Tem que ganhar! Amo Tom Hanks, meu personagem favorito é o Forrest Gump, quando criança meu sonho era ser igual a ele. Ótimo ator, não lembro muito do filme, é sobre alguma coisa lá e alguma hora tem algum gay, sempre tem gay, mas Tom Hanks não é gay. E o filme vai ganhar!

 

Cômico se não fosse trágico…mas não é cômico…então é trágico.

Beijos & Abraços Crônicos

2 comentários Adicione o seu

  1. Anderson, parabéns ! Você falou como um verdadeiro Bolsominion ou fanzetes de Bolsonaro [ou pessoas que faltaram as aulas de história {ou enfermos com a síndrome da “Dona Florinda”}]). O repertório linguístico doutrinário usado por você, está enxertado como pele no seu imaginário. Me deu orgulho ler seu post, acho que sou simbologia da Dona Florinda. Desculpa perguntar, mas, você é cabo eleitoral do Bolsonaro ?

    1. andersonshon disse:

      De jeito nenhum hehehehehehee acho que já ouvi tanta asneira dessa galera que já consigo reproduzir bem, mas eu não tenho esse tipo de ideologia, fui bem educado pelos meus pais =D hheehehehehe Beijos, obrigado pela sua visita.

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