WATCHMEN, FÊNIX NEGRA E O CORONA VÍRUS – BLACK NERD #002

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“Compreendi genuinamente que a terra poderia morrer. Reconheci a fragilidade do mundo em tempos de perigo crescente[…] Incapaz de unir o mundo pela conquista… o método de Alexandre… eu o enganaria, pregando a maior peça da história, e faria com que corresse rumo à salvação[…] Amedrontar governos e levá-los a cooperar entre si, eu teria de convencê-los de que a terra estava diante de um ataque.” E se eu te falasse que o corona vírus foi criado por alguém que percebeu que a humanidade e seus comportamentos iriam nos jogar, em breve, para um gigantesco abismo, soaria como algo irracional? Sim, soaria, até por que é irracional mesmo. Porém, Watchmen e a Saga da Fênix Negra de X-Men nos contaram sobre o comportamento de uma sociedade diante de um inimigo em comum e como isso muda hábitos que, até então, pareciam impossíveis de mudar.

As frases que iniciaram o texto são de Ozzymandias, personagem de Watchmen. Seu plano infalível para consertar o mundo, que na época vivia uma tensão da guerra fria, foi criar um alienígena que caísse em Nova York explodindo e matando centenas de pessoas para que milhares não fossem mortas por conta da guerra iminente. Criar um inimigo em comum é uma estratégia cruel, mas, pelo menos em Watchmen, funcionou. Talvez por aqui também tenha funcionado, pouco se tem falado sobre outros problemas sem ser a covid-19 e os que ainda estão aparente, desigualdade social, egoísmo, sistema capitalista, estão cada vez mais perto de realmente virarem pauta para uma solução futura e de novos hábitos que estão por nascer. Muito otimista? Talvez.

Um bom exemplo da união esperada por Ozzymandias é a Saga da Fênix Negra de X-men. Xavier e Magneto nunca foram inimigos como pede o manual, sua dinâmica Martin Luther King e Malcon X os fazia muito mais rivais e, por vezes, parceiros, como foi visto para enfrentar o mal em comum que a Jean Grey versão fênix poderia causar.Nessa hora não tem humanos, mutantes, preto, branco, homem, mulher, alto, magro, baixo, gordo… Quem estiver mais apto vai e derrota o “vilão”. E o que vem depois? Qualquer coisa que não se pareça com o desfecho de Allan Turing, matemático que decifrou o código nazista, possibilitando que os E.U.A. pudesse derrotar o inimigo em comum de toda uma nação, mas que acabou suicidando-se por que os remédios que lhe deram para deixar de ser gay começaram a afetar sua capacidade de raciocínio, o levando a um grande colapso psicológico.

Palestinos e Israelenses abriram um hospital na Faixa de Gaza juntos, os dois lados contra a covid-19. Desafetos políticos dialogando em prol de uma solução em que tire o planeta de todo esse precipício. Lógico que ainda há aqueles que vão utilizar de todo esse caos somente pra aprender que “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Mas os diversos atos de solidariedade ao redor do mundo, a união de líderes mundiais que pareciam bem distantes e o sacrifício de empresas em prol da cura desse vírus é algo que nos deixa esperançosos sobre um futuro menos desigual, após derrotarmos o vilão dessa fase. Para quem continua estocando comida, papel higiênico, álcool em gel, fica a sugestão do filme O Poço da Netflix, assistam e reflitam. Pros demais, que entenderam que das trevas nasce a luz, um salve. “Toda noite é mais escura perto do amanhecer, e logo vai amanhecer” Harvey Dent. #WakandaForever.

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