Hair Love, Baby Yoda e o Pai que existe em todos nós. – BLACK NERD #003

Peço licença as meninas, mulheres, negras, mas meu coração me pede para falar sobre o vencedor do Oscar de melhor curta de animação; Hair Love. Não tenho voz e nem cabelo para entender com exatidão o desafio apresentado no curta, mas tenho um desejo masculino que ficava pulsando o tempo todo enquanto assistia aquela lindeza; a vontade de ter meu próprio Baby Yoda. O curta fala sobre representatividade, paternidade, persistência, união, sem precisar dizer uma palavra – na verdade, algumas poucas são ditas – e traduz uma emoção que, no cenário atual, poucos conseguem sentir.

Você tem vontade de ser pai? Eu tenho, e a minha não passa. Calma, calma, não quero fazer desse texto um pretexto para abrirmos um concurso “Quem será a mãe do Baby Yoda do Shon?”, só quero expressar como há um sentimento materno gigante em alguns pais e, assim como toda mulher é erroneamente carimbada como possível mãe, todo homem é erroneamente carimbado como avesso a ideia de pai. De forma muito singela, a animação normaliza questões que se faladas virariam alvo de pessoas que se incomodam com temáticas diversas: os autoproclamados fiscais do mimimi. Cabelo crespo é normal, cabelo volumoso é normal, pai cuidadoso é normal, gato enxerido é normal, mulher careca é normal e premiar filmes que lutem para visibilizar minorias deveria ser mais normal ainda.

Imagino como esses minutinhos singelos devem ser emocionantes pra uma mulher que passou pela transição do cabelo alisado para o cabelo realizado. O curta mostra como diversas meninas e meninos hoje já nascem inseridas na ideia de que seu cabelo não é nem duro, nem ruim, nem de pixaim, ele é somente seu. Talvez essa seja a característica mais bonita da arte, dizer a todos que ao mesmo tempo que somos ímpares, somos pares, somos únicos, diferentes dentro de uma igualdade que nos conecta com tantos outros ao redor do mundo. Hair Love exala amor em cada fio de cabelo. E como não dá pra ser um Mandaloriano para ter o meu Baby Yoda, me resta ficar assistindo em looping esse curta para abastecer a vontade de ser pai. Como diz o Fábio Cascadura “…será preciso encontrar, a mim só resta esperar…”  #WakandaForever

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